A rotina de uma agência bancária é muitas vezes um mistério para os clientes. No que toca à quantidade de dinheiro disponível nos caixas eletrônicos e nos guichês, muitos acham que o banco tem uma fonte inesgotável de dinheiro, que está disponível à hora que quiser. Mas a verdade não é bem essa.
A agência trabalha com uma previsão de movimentação, quando é necessário mais ou menos dinheiro. O caixa deve ter um valor máximo de saldo, e o que ultrapassar esse valor deve ser enviado à tesouraria, para ser requisitado por outro caixa, por ele mesmo, ou ser usado no abastecimento dos caixas eletrônicos.
Por medida de segurança, os cofres têm um relógio que é acionado para abrir em um determinado prazo após seu acionam ento.
A quantidade de dinheiro disponível no caixa depende das pessoas que serão atendidas; se várias vêm sacar, o dinheiro se esgota rapidamente, se muitas vêm depositar ou pagar contas em dinheiro, o excesso deve ser repassado à tesouraria.
Há um limite de saque devido à previsão feita para o período e para segurança do próprio cliente: se perceberem que alguém sai da agência com um grande volume de dinheiro, essa pessoa pode ser assaltada. Por isso, são recomendadas as transferências, seja para clientes do mesmo banco, como para de outros bancos (TED - a partir de 5 mil reais, e DOC, abaixo desse valor). A tarifa que é cobrada é insignificante perto do risco que se corre.
O limite de saque no caixa eletrônico também é para a segurança do cliente, de acordo com o perfil sócio-econômico calculado através do cadastro do cliente. E os terminais não são fontes inesgotáveis de dinheiro: têm uma quantidade limitada de cédulas, que se esgota à medida que as pessoas as usam.
Há pessoas que sacam dinheiro no terminal e vão para a fila do caixa para pagar suas contas, quando poderiam fazê-lo lá mesmo, assim como as transferências e os depósitos. E sacam todo o dinheiro de suas contas e o levam para suas casas, quando poderiam investi-lo de alguma forma.
E quando acaba o dinheiro, se espantam, ficam bravos e vão engrossar a fila do caixa, que normalmente tem muito menos dinheiro que os caixas eletrônicos.
Há também aquelas que não gostam ou não se acostumaram com a era eletrônica, e vêm ao guichê.
A pergunta que fica, depois de todas essas considerações é: você está usando sua conta e os serviços bancários de forma eficiente?
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domingo, 31 de janeiro de 2010
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Banco é tudo a mesma coisa?
Tem gente que entra em uma agência bancária e nem presta atenção no que vai fazer.
Um exemplo disso são as pessoas que vêm sacar cheques, depositar e usar o cartão bancário do Itaú, Caixa Econômica Federal, Bradesco, no Banco do Brasil, ou vice-versa. E às vezes só se dão conta quando o funcionário os esclarece sobre a situação.
Há também aqueles que insistem em pagar títulos vencidos de outros bancos na agência mais próxima. Às vezes, fazem confusão quando há mais de um prazo no boleto.
Mesmo quando esclarecidas que só se pode pagar em qualquer agência até o primeiro prazo (data de vencimento), algumas pessoas saem desconfiadas de que se recusaram a atendê-las. Mas não é o caso.
Um engano muito comum também é o do saque de cheques de outras agências do mesmo banco. Nem sempre a instituição está preparada e autorizada para realizar esses saques. E os clientes justificam que em outros bancos, eles conseguem fazer o serviço em qualquer agência.
A tecnologia disponível não é implantada em todos os bancos ao mesmo tempo. Isso demanda investimento, treinamento e ajuste das normas bancárias antes de ser concretizada. E não fica disponível para todas as contas de imediato. Um cheque, para ser pago, por exemplo, tem que ter sua assinatura conferida. Hoje em dia, existem scanners que digitalizam o cartão de autógrafo (aquele que assinamos várias vezes na abertura da conta) para que toda a rede bancária tenha acesso à assinatura.
Algumas pessoas acham que o periférico onde digitam a senha funciona como uma máquina de cartão de crédito ou débito, e por isso deveria aceitar cartões de qualquer banco. Talvez um dia a tecnologia chegue a esse ponto, mas até lá, como se diz, cada macaco no seu galho.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Documento no caixa
Não há semana que passe sem que alguém tente sacar dinheiro no caixa sem um documento de identidade, ou da conta do pai, marido, filho, avô e suas versões femininas. Apresentam como documentos crachás, bilhetes únicos (em São Paulo), xerox, autenticadas ou não. E todos dizem "sou eu mesmo(a)".
Todas as situações descritas acima não são aceitas pelas regras bancárias. A pessoa tem que apresentar um documento ORIGINAL que tenha FÉ PÚBLICA, ou seja, RG, Carteira de Motorista, passaporte, carteira de trabalho. Todos com foto e sem sinais de deterioração, como plastificações abertas, fotos apagadas ou embaçadas.
Isso é feito para garantir o máximo de segurança possível para o titular da conta, benefício ou ordem de pagamento que será sacada, e para o funcionário que o atende. Por que se ele não tomar os devidos cuidados na identificação do cliente, pode sofrer advertência, ter o valor do saque debitado de seu pagamento ou conta corrente, sofrer processo administrativo e até ser mandado embora por justa causa.
E o cliente que tiver sido lesado pode entrar com um processo contra danos materiais contra o banco. Então, se você pretende sacar o dinheiro da conta de alguém, a melhor maneira é que essa pessoa lhe dê um cheque. Ou peça para ela fazer uma transferência para sua conta. Se preferir, peça que ela saque e lhe entregue o dinheiro.
O mesmo vale para pagamento de contas com o cartão bancário. Esse processo está disponível no caixa eletrônico, normalmente para quem tem conta corrente. Caso vá sacar de uma conta para pagar os débitos no guichê, os títulos têm que estar em nome do cliente ou demonstrar algum vínculo com ele, como endereço ou parentesco. Caso contrário, só o próprio cliente poderá sacar de sua conta para pagar contas em nome de terceiros. E não esqueça da identidade!
Todas as situações descritas acima não são aceitas pelas regras bancárias. A pessoa tem que apresentar um documento ORIGINAL que tenha FÉ PÚBLICA, ou seja, RG, Carteira de Motorista, passaporte, carteira de trabalho. Todos com foto e sem sinais de deterioração, como plastificações abertas, fotos apagadas ou embaçadas.
Isso é feito para garantir o máximo de segurança possível para o titular da conta, benefício ou ordem de pagamento que será sacada, e para o funcionário que o atende. Por que se ele não tomar os devidos cuidados na identificação do cliente, pode sofrer advertência, ter o valor do saque debitado de seu pagamento ou conta corrente, sofrer processo administrativo e até ser mandado embora por justa causa.
E o cliente que tiver sido lesado pode entrar com um processo contra danos materiais contra o banco. Então, se você pretende sacar o dinheiro da conta de alguém, a melhor maneira é que essa pessoa lhe dê um cheque. Ou peça para ela fazer uma transferência para sua conta. Se preferir, peça que ela saque e lhe entregue o dinheiro.
O mesmo vale para pagamento de contas com o cartão bancário. Esse processo está disponível no caixa eletrônico, normalmente para quem tem conta corrente. Caso vá sacar de uma conta para pagar os débitos no guichê, os títulos têm que estar em nome do cliente ou demonstrar algum vínculo com ele, como endereço ou parentesco. Caso contrário, só o próprio cliente poderá sacar de sua conta para pagar contas em nome de terceiros. E não esqueça da identidade!
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