Os documentos de pagamento de contas variam de acordo com suas finalidades e são divididas de acordo com suas finalidades. Há algumas que são recebíveis em qualquer banco, mesmo após o vencimento. Há os boletos ou títulos, pagáveis até a data de vencimento em qualquer lugar e após o prazo, somente nos bancos que os emitiram. E há documentos que são aceitos apenas por determinadas instituições financeiras (às vezes apenas por uma).
No primeiro grupo podemos encontrar as clássicas contas domésticas: água, luz e telefone. Também se encontram nesse grupo os impostos e contribuições como imposto de renda, inss, fgts, iptu(nesse último caso, dependendo da cidade, é classificado como boleto bancário). No caso das contas domésticas, a multa por atraso é cobrada na fatura seguinte. Já os impostos devem ser calculados por um contador ou pelo site próprio, onde informamos os dados. Muitas vezes, é preciso imprimir uma segunda via do imposto em atraso para poder pagá-lo.
Os boletos bancários variam de acordo com o que chamamos de "carteiras"' de crédito, que envolvem cobrança de tarifas, automatização de serviços(como o protesto de títulos) e antecipação de recebimentos (mas isso não é da minha área, então quando tiver as informações, eu coloco aqui.
Tem gente que vai ao caixa com boletos vencidos de outros bancos. Não tenho como aceitar, até porque o sistema não permite o recebimento. A exceção são as faturas de cartão de crédito, nas quais o último campo corresponde ao código de barras é preenchido somente por zeros. Aí eu posso receber, mesmo que a fatura esteja em atraso, pois o vencimento é considerado pelo sistema como "contra apresentação.
Mas há casos também de boletos em atraso do próprio banco onde trabalho que não posso receber mais o documento. O primeiro é o do prazo máximo de pagamento após o vencimento. Por exemplo, um boleto que venceu no dia dez e tem dez dias de prazo não pode ser pago no dia 28, pode?
Outro caso é o do protesto de títulos. Aí a coisa fica um pouco confusa, pois os critérios para protesto variam. Alguns cedentes (fornecedores, prestadores de serviço, etc) informam aos clientes que o prazo de protesto é de tantos dias corridos, dias úteis ou em determinada data após o vencimento. Nos dois primeiros casos, temos que calcular o período. No segundo, é mais simples: se tiver passado da data (ou melhor, se for o dia indicado para protesto), não temos como aceitar o pagamento. Geralmente o sistema do caixa nem deixa.
Então, qual é o mais indicado? Pagar as contas em dia, é claro. Mas para quem deu uma cochilada, observar os prazos, o banco emitente e os juros para não pegar fila à toa.
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sábado, 27 de março de 2010
sábado, 31 de outubro de 2009
Com licença, tenho atendimento preferencial
Hoje em dia, está regulamentada uma legislação sobre o uso e atendimento preferencial no transporte público, nas repartições públicas e nos bancos. Mesmo com essas leis em vigor, algumas pessoas não cedem os lugares quando surge o público alvo, ou reclamam quando um idoso, mulher grávida ou deficiente físico é atendido. Certa vez, cheguei a ser ameaçado por um "cidadão" quando me manifestei em favor de um idoso que tinha chamado.
Por outro lado, temos os oportunistas, que vão acompanhados ao banco para realizar suas transações mais rapidamente. Quando o idoso é chamado, o cliente a ser atendido é o quem deveria ser o acompanhante. Há pessoas que também exageram quando se trata de crianças.
Elas confundem crianças "de colo" com crianças "no colo". A diferença está na idade e capacidade de se locomover delas. No transporte público, tudo bem, mas quando se trata da fila, isso pode gerar mal-estar e cochichos entre os que estão na fila comum. Se a criança estiver dormindo, a gente dá um desconto, mas já vi adultos com crianças de cinco, seis anos, no colo, querendo ser atendidos primeiro. Uma vez, perguntei a ela se a criança que ela segurava ainda era amamentada. Como a mãe respondeu negativamente, a mandei para a fila comum.
Há também os idosos que preferem ficar na fila comum, independente do tamanho dela, ou não sabem que têm direito à fila especial.
Vejo rostos enrugados e cabelos brancos que poderiam ser atendidos mais rapidamente, mas que foram percebidos muito tempo após a sua chegada.
Há também os engraçadinhos, que alegam ter compromissos inadiáveis para passar à frente dos outros, mesmo não tendo direito ao atendimento preferencial.
É uma questão de respeito: pelos que chegaram
antes, pelos mais velhos, por quem está em condições físicas mais delicadas que a nossa.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Vida de bancário não é fácil
Quem olha do lado de fora acha que o trabalho do bancário se resume ao caixa. Estão enganados.
Como qualquer empresa, ela oferece um pacote de mercadorias - ou, no caso do banco, servicos.
E a mercadoria que vendemos é dinheiro. Não apenas na hora de sacar ou depositar, mas empréstimos e financiamentos, credito através de limites de cheque especial e cartão de crédito, planos de previdência e capitalização, consórcios, seguros, fundos de investimento, poupança, cdb e, claro, contas correntes.
Há uma serie de fatores envolvidos, como a inadimplência - proposital ou involuntária - sendo a primeira configurada no código penal, o estelionato. E há uma série de cuidados que os bancos devem tomar para que não fiquem no prejuizo. E quem paga a conta são os proprios clientes - atraves de tarifas mais altas, taxas de juros mais altas, maiores dificuldades e maior custo na obtenção do credito. E, em maior escala, o fechamento de agências deficitárias e a falência das instituições bancárias. Quando isso acontecer, agradeça aos caloteiros da região.
Os bancos criaram os caixas eletrônicos, o atendimento terceirizado (pagamento de contas nas lotericas e supermercados, por exemplo) e os sites para movimentação das contas para diminuir custos - o que significa menos funcionarios nas agências.
Mas muitas pessoas ainda preferem a tradicional fila para realizar as operaçoes na "boca do caixa". Eu me lembro, na minha adolescência, de levar livros para passar o tempo enquanto esperava chegar minha vez. Hoje em dia, prefiro fazer minhas operações pela internet e minha carteira anda só com os cartões e documentos pessoais.Dificilmente ando com dinheiro.
Já a minha mãe é do tipo tradicional: prefere pagar no caixa várias contas, apesar de ter algumas básicas, como agua, luz e telefone no debito automático, e ter dinheiro na bolsa para alguma eventualidade.
Hoje em dia, até os depósitos e talões de cheque estão disponíveis nos terminais de auto-atendimento. Mas mesmo assim, no meu dia-a-dia, atendo pessoas que poderiam ter feito o que quer que fosse neles, em vez de pegar fila. E em dias de pico, como no dia 10, às segundas, sextas e períodos pós-feriado, a gente acaba saindo duas, três horas após o encerramento do nosso expediente.
Para algumas pessoas, é a falta de costume, de hábito diante das opções tecnológicas oferecidas (e muitas vezes impostas). Para outras, que lidam com o computador no dia-a-dia, podem ser vários fatores. Para esse grupo, vou apontar três: má-vontade, preguiça e desinformação.
A desinformação se deve não ao despreparo no manuseio do caixa eletrônico, mas na falta de informação sobre o que pode ser feito nele. O remédio para isso é bancar o curioso, apertando os botões e vendo no que dá, ou pedir ajuda aos funcionários da agência (sempre identificados com crachá). Se for necessário, "alugue" o cara e veja o máximo de opções disponíveis. E depois se vire para usar o serviço. Isso o torna mais independente em ocasiões como finais de semana e feriados, ou quando há greve da categoria.
Os preguiçosos simplesmente acham mais fácil ir ao caixa ou ao atendimento para fazer suas transações do que optar por um débito automático, o uso pela internet ou o próprio TAA. Podem justificar também a opção pela preferência pelo contato humano.
A má vontade justifica sua atitude pelo risco de falha e de roubo/furto dos usuários do caixa eletrônico e internet. Esses riscos existem, mas podem ser minimizados, de acordo com os cuidados que o cliente tomar ao usar esses canais. Os bancos também tomam medidas para aperfeiçoar sua tecnologia de segurança e minimizar esses problemas. E no guichê, também existem problemas, como o erro humano (prejudicial tanto para o caixa como para o cliente) e a possibilidade de se ver no meio de um assalto também existe e pode ser bastante traumática.
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