sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Carteirada e o direito de ir e vir no sistema bancário

Há pessoas que, por pertencerem a uma determinada classe social, profissão ou por qualquer outro motivo acham absurdo as portas giratórias travarem quando elas tentam entrar nas agências bancárias. O equipamento não escolhe quem vai ser barrado por antipatizar ou simpatizar com alguém, nem receber uma gorjeta para deixar entrar quem quer que seja, como os leões-de-chácara. Elas são reguladas para reagir a determinada quantidade de metal, que pode ser acumulada pelas pessoas com diversos objetos do nosso cotidiano: guarda-chuvas, celulares, moedas, cartelas de remédio (é - por causa do alumínio!), latas de refrigerante e cerveja, além de bijuterias e adereços como piercings, além das botas com bico de metal e eletrônicos como mp4, câmeras fotográficas.
Nem sempre um só desses obejtos é suficiente para travar a porta. Muitas vezes é a soma desses objetos que aciona o mecanismo.
Isso incomoda muitas pessoas, que até propuseram em algumas cidades a retirada das portas giratórias. Os sindicatos regionais e os bancários se opuseram a isso, e os projetos não foram aprovados.
Entretanto, como disse, há pessoas que se sentem privilegiadas, e usam até o direito de ir e vir como pretexto para não retirar os objetos de metal para poderem entrar. Mas se compararmos a outros locais com entrada restrita, o direito de ir e vir está vinculado a um condicionante. Nos cinemas, é preciso comprar a entrada para ter direito de assistir a um filme. Em um show, a não ser que seja gratuito, também é necessário comprar o ingresso, assim como no teatro. O transporte público também usa de cobrança de tarifas para acesso aos seus serviços. Eles estão tolhendo nosso direito de ir e vir?
E quanto aos ônibus das rodoviárias, pedágios e aeroportos? Eles vão contra nosso direito de ir e vir só porque cobram por seus serviços? Acho que não.
Nos meios de transporte, temos o direito de locomoção; nos locais citados acima, temos acesso à cultura. No caso do banco, a porta giratória garante a segurança de clientes e funcionários. E para que isso ocorra de fato, além da vigilância dos seguranças, é necessária a boa vontade de quem quiser usufruir dos serviços bancários.

sábado, 27 de março de 2010

Com licença, posso pagar esta conta?

Os documentos de pagamento de contas variam de acordo com suas finalidades e são divididas de acordo com suas finalidades. Há algumas que são recebíveis em qualquer banco, mesmo após o vencimento. Há os boletos ou títulos, pagáveis até a data de vencimento em qualquer lugar e após o prazo, somente nos bancos que os emitiram. E há documentos que são aceitos apenas por determinadas instituições financeiras (às vezes apenas por uma).
No primeiro grupo podemos encontrar as clássicas contas domésticas: água, luz e telefone. Também se encontram nesse grupo os impostos e contribuições como imposto de renda, inss, fgts, iptu(nesse último caso, dependendo da cidade, é classificado como boleto bancário). No caso das contas domésticas, a multa por atraso é cobrada na fatura seguinte. Já os impostos devem ser calculados por um contador ou pelo site próprio, onde informamos os dados. Muitas vezes, é preciso imprimir uma segunda via do imposto em atraso para poder pagá-lo.
Os boletos bancários variam de acordo com o que chamamos de "carteiras"' de crédito, que envolvem cobrança de tarifas, automatização de serviços(como o protesto de títulos) e antecipação de recebimentos (mas isso não é da minha área, então quando tiver as informações, eu coloco aqui.
Tem gente que vai ao caixa com boletos vencidos de outros bancos. Não tenho como aceitar, até porque o sistema não permite o recebimento. A exceção são as faturas de cartão de crédito, nas quais o último campo corresponde ao código de barras é preenchido somente por zeros. Aí eu posso receber, mesmo que a fatura esteja em atraso, pois o vencimento é considerado pelo sistema como "contra apresentação.
Mas há casos também de boletos em atraso do próprio banco onde trabalho que não posso receber mais o documento. O primeiro é o do prazo máximo de pagamento após o vencimento. Por exemplo, um boleto que venceu no dia dez e tem dez dias de prazo não pode ser pago no dia 28, pode?
Outro caso é o do protesto de títulos. Aí a coisa fica um pouco confusa, pois os critérios para protesto variam. Alguns cedentes (fornecedores, prestadores de serviço, etc) informam aos clientes que o prazo de protesto é de tantos dias corridos, dias úteis ou em determinada data após o vencimento. Nos dois primeiros casos, temos que calcular o período. No segundo, é mais simples: se tiver passado da data (ou melhor, se for o dia indicado para protesto), não temos como aceitar o pagamento. Geralmente o sistema do caixa nem deixa.
Então, qual é o mais indicado? Pagar as contas em dia, é claro. Mas para quem deu uma cochilada, observar os prazos, o banco emitente e os juros para não pegar fila à toa.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Banco, poço sem fundo

A rotina de uma agência bancária é muitas vezes um mistério para os clientes. No que toca à quantidade de dinheiro disponível nos caixas eletrônicos e nos guichês, muitos acham que o banco tem uma fonte inesgotável de dinheiro, que está disponível à hora que quiser. Mas a verdade não é bem essa.
A agência trabalha com uma previsão de movimentação, quando é necessário mais ou menos dinheiro. O caixa deve ter um valor máximo de saldo, e o que ultrapassar esse valor deve ser enviado à tesouraria, para ser requisitado por outro caixa, por ele mesmo, ou ser usado no abastecimento dos caixas eletrônicos.
Por medida de segurança, os cofres têm um relógio que é acionado para abrir em um determinado prazo após seu acionam ento.
A quantidade de dinheiro disponível no caixa depende das pessoas que serão atendidas; se várias vêm sacar, o dinheiro se esgota rapidamente, se muitas vêm depositar ou pagar contas em dinheiro, o excesso deve ser repassado à tesouraria.
Há um limite de saque devido à previsão feita para o período e para segurança do próprio cliente: se perceberem que alguém sai da agência com um grande volume de dinheiro, essa pessoa pode ser assaltada. Por isso, são recomendadas as transferências, seja para clientes do mesmo banco, como para de outros bancos (TED - a partir de 5 mil reais, e DOC, abaixo desse valor). A tarifa que é cobrada é insignificante perto do risco que se corre.
O limite de saque no caixa eletrônico também é para a segurança do cliente, de acordo com o perfil sócio-econômico calculado através do cadastro do cliente. E os terminais não são fontes inesgotáveis de dinheiro: têm uma quantidade limitada de cédulas, que se esgota à medida que as pessoas as usam.
Há pessoas que sacam dinheiro no terminal e vão para a fila do caixa para pagar suas contas, quando poderiam fazê-lo lá mesmo, assim como as transferências e os depósitos. E sacam todo o dinheiro de suas contas e o levam para suas casas, quando poderiam investi-lo de alguma forma.
E quando acaba o dinheiro, se espantam, ficam bravos e vão engrossar a fila do caixa, que normalmente tem muito menos dinheiro que os caixas eletrônicos.
Há também aquelas que não gostam ou não se acostumaram com a era eletrônica, e vêm ao guichê.
A pergunta que fica, depois de todas essas considerações é: você está usando sua conta e os serviços bancários de forma eficiente?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Etiqueta no banco

Todo mundo quer ser bem atendido onde quer que seja o cliente, e na agência bancária não é exceção. Também queremos dar o melhor atendimento possível, mas existem alguns obstáculos para que a pessoa se sinta plenamente atendida. E um deles é justamente o comportamento do cliente que está esperando atendimento diante daquele que já está sendo atendido.
Quando a agência tem um sistema de senhas, fica mais fácil. Mas quando não se sabe quem está à sua frente, há funcionários no telefone, ou quando não há funcionários para ajudar nos caixas eletrônicos, há comportamentos incovenientes.
Há pessoas que acham que, por estarmos no telefone, não estamos atendendo clientes e por isso podemos ser interrompidos. Há aqueles, que impacientes por não haver um atendente ajudando no uso dos caixas eletrônicos, batem no vidro, interrompendo o atendimento ou serviço do funcionário. E há aqueles que vão ao guichê sem serem chamados, apesar de serem os próximos da fila. Também existem os idosos e pessoas que são público-alvo do atendimento preferencial que, em vez de esperarem na fila adequada, se debruçam sobre o caixa, enquanto ele atende um cliente.
Todas essas situações são constrangedoras e na verdade acabam atrasando o serviço e irritando quem já estava sendo atendido antes da interrupção. Com isso, negócios são perdidos, reclamações feitas aos canais do banco, e até bons clientes em potencial desistem de abrir conta ou até decidem fechá-la.
Existem também os engraçadinhos que pedem "só uma informação", interrompendo o serviço, ou a pedindo para os seguranças (ver em postagem anterior).
Seja para pedir informação, ajuda ou abrir uma conta, é de boa educação esperar a vez e ter a total atenção do funcionário.
Muitos ainda se irritam quando um dos bancários sai de sua mesa. Existem várias razões para isso. Quando há um cliente na mesa, pode fazer parte do processo de atendimento. Mas quando não há, pode ser por razões pessoais, como o horário de almoço, para ir ao banheiro ou para fazer outros serviços que não envolvam o contato direto com o cliente. Que fazem parte da rotina de serviço de uma agência, mas que se não forem feitos, podem ocasionar transtornos aos clientes, como falta de dinheiro ou papel nas máquinas, ou de material de escritório para efetuar o serviço.
Caso um funcionário passe pelo cliente, este pode perguntar se o outro pode atendê-lo. Caso a resposta seja negativa, não há o que fazer senão esperar. Caso a resposta seja sim, corre-se o risco de ver algumas caras feias, por sentirem que alguém furou a fila, principalmente se o funcionário voltar para a mesa e atendê-lo. E ninguém gosta de sentir que foi passado pra trás.
O respeito à ordem de chegada pode minimizar esses problemas e tornar o atendimento mais agradável e produtivo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Tem troco, por favor?

Quando se trata de fazer alguma movimentação no caixa, encontramos de tudo: notas misturadas, sacolas(de compras) cheias de moedas, cédulas que foram lavadas, passadas, coladas com durex, grampeadas, rabiscadas e rasgadas.
Os clientes as entregam das mais diferentes formas: dobradas, abertas, junto com os documentos, com notas e moedas juntas. E dependendo da forma e volume, o atendimento no guichê pode ser mais ou menos demorado.
Eu costumo organizar o dinheiro da forma como fui treinado, da maneira como o guardo na gaveta, antes de fazer a contagem. Se as cédulas estiverem em ordem decrescente de valor, com o valor de face para cima e voltados para o mesmo lado, só preciso me concentrar em contar e registrar os valores na calculadora.
Quanto às moedas, prefiro que tragam o mínimo necessário para facilitar o troco. Mas de vez em quando aparece um que quebra o porquinho e traz seu conteúdo para o banco. E aí trazem as moedas grudadas com durex, misturadas, etc. Nem todas as agências têm uma máquina para contá-las. Então, pedimos um prazo para conferir o depósito. Mas se a pessoa as traz para fazer um pagamento, então quem pena é a fila, que começa a reclamar do atendimento demorado "daquele" caixa.
Quanto às notas em mau estado, TODOS os bancos devem recebê-las, e não só os bancos púbicos, como o Banco do Brasil ou a CEF. Qualquer dúvida, consulte o site do Banco Central: www.bacen.gov.br. Só uma ressalva: use essas notas como parte de pagamento ou depósito. Não as trocamos, pois elas fazem parte do saldo, mas não podem ser dadas de troco.
Quanto às notas falsas, se forem detectadas pelo caixa, são recolhidas e enviadas ao BC para análise. A pessoa recebe um protocolo, com prazo de noventa dias para resposta. A nota suspeita não pode ser devolvida, nem utilizada para o fim que pessoa foi ao banco.
Com essas dicas, espero que o seu atendimento seja mais rápido e satisfatório.

sábado, 31 de outubro de 2009

Com licença, tenho atendimento preferencial

Hoje em dia, está regulamentada uma legislação sobre o uso e atendimento preferencial no transporte público, nas repartições públicas e nos bancos. Mesmo com essas leis em vigor, algumas pessoas não cedem os lugares quando surge o público alvo, ou reclamam quando um idoso, mulher grávida ou deficiente físico é atendido. Certa vez, cheguei a ser ameaçado por um "cidadão" quando me manifestei em favor de um idoso que tinha chamado.


Por outro lado, temos os oportunistas, que vão acompanhados ao banco para realizar suas transações mais rapidamente. Quando o idoso é chamado, o cliente a ser atendido é o quem deveria ser o acompanhante. Há pessoas que também exageram quando se trata de crianças.


Elas confundem crianças "de colo" com crianças "no colo". A diferença está na idade e capacidade de se locomover delas. No transporte público, tudo bem, mas quando se trata da fila, isso pode gerar mal-estar e cochichos entre os que estão na fila comum. Se a criança estiver dormindo, a gente dá um desconto, mas já vi adultos com crianças de cinco, seis anos, no colo, querendo ser atendidos primeiro. Uma vez, perguntei a ela se a criança que ela segurava ainda era amamentada. Como a mãe respondeu negativamente, a mandei para a fila comum.


Há também os idosos que preferem ficar na fila comum, independente do tamanho dela, ou não sabem que têm direito à fila especial.

Vejo rostos enrugados e cabelos brancos que poderiam ser atendidos mais rapidamente, mas que foram percebidos muito tempo após a sua chegada.
Há também os engraçadinhos, que alegam ter compromissos inadiáveis para passar à frente dos outros, mesmo não tendo direito ao atendimento preferencial.
É uma questão de respeito: pelos que chegaram
antes, pelos mais velhos, por quem está em condições físicas mais delicadas que a nossa.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Moço, pode me dar uma informação?

Geralmente fazem essa pergunta justamente a quem não tem essa função e não pode ficar distraído: o segurança. Ele (ou ela) tem que ficar atento à movimentação dentro e fora da agência, além de prestar atenção na entrada, verificando se as pessoas colocam bolsas, pochetes ou similares, que podem esconder armas, na caixa de objetos metálicos.
As informações que as pessoas procuram dentro de uma agência bancária estão nas placas e painéis visíveis ao público, e com os funcionários devidamente treinados no setor de atendimento. Tampouco devem ser procurados os caixas para obter inf0rmações sobre assuntos que não lhe dizem respeito, como abertura de contas.
Por outro lado, há uma série de dúvidas e/ou etapas anteriores que podem ser cumpridas nas mesas, no auto-atendimento ou pelas centrais de atendimento telefônico antes de alguém ficar na fila do caixa. Formulários a serem preenchidos, comandos a serem dados no sistema, consultas a serem efetuadas.
Se puder, entre no site do banco e veja o que ele pode lhe poupar de tempo. Assim, quando for ao banco, terá um atendimento mais rápido, preciso e satisfatório.